Harmonizando: Vinhos e Molhos

Até para quem bebe muito vinho essa dúvida aparece de surpresa algumas vezes. Qual vinho harmonizar com determinado molho? Tem aquela regrinha básica, molho vermelho – vinho tinto, molho branco – vinho branco. Mas será que esta regrinha está 100% certa? Vejamos!

Um prato que leva molho possui uma série de ingredientes que influem no resultado final, deixando o  conjunto mais leve, picante, herbal, cítrico, condimentado, etc.

Mas um ponto é simples e certeiro: quanto mais forte e intenso for o sabor do molho, mais potente precisa ser o vinho, seja ele branco ou tinto.

Aqui vamos dar exemplos clássicos de molhos que acompanham massas, mas podemos facilmente adaptar a situação para um molho que acompanhe um risoto, um preparo com carne, frango ou peixe, e porque não até mesmo uma salada?

Pomodoro e ao sugo

Nestes dois molhos o que ressalta é a acidez do tomate e os aromas das ervas que são usadas, além de serem leves. O vinho ideal é um tinto leve e refrescante. Se o prato for bem leve, ou ainda acompanhar camarões e frutos do mar, um branco mais encorpado vai fazer bonito!

molho-pomodoro-sugo

Molhos brancos (bechamel, Alfredo e ao burro)

Estes molhos extremamente versáteis que acompanham massas, carnes, gratinados e o que mais sua imaginação permitir geralmente levam em comum leite ou creme de leite, manteiga e queijos. O que os diferencia é o toque aromático dos diferentes condimentos que podem conter noz moscada, ervas e outras especiarias. Brancos aromáticos e refrescantes serão as melhores companhias. Mas vale ressaltar que dependendo do acompanhamento como uma carne, um tinto leve também é muito bem vindo.

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À bolonhesa, ou à Amatriciana

Feitos à base de um bom molho de tomate e compostos ou acompanhados por carnes. O bolonhesa normalmente é feito com carne moída de boi e/ou porco. Já o “à amatriciana” do italiano Sugo all’amatriciana é um molho italiano à base de tomate, bacon e pimenta, usado para condimentar as massas. Estas opções dão robustez ao prato, e casam muito bem com tintos de médio corpo a encorpados, com taninos e de boa acidez. Vale até adicionar vinho à receita para dar um toque especial!

amatriciana

Aos quatro queijos e carbonara

Dois molhos que são puro amor. Com alto teor de gordura e intensidade de sabor, dados pelos queijos e o bacon, no caso do carbonara. Aos quatro queijos é aquele molho que fica bom com tudo, desde o miojo até aquele medalhão de filé mignon, ou um belo molho de gorgonzola e creme de leite. Já o carbonara é aquilo né, ovo, bacon, queijo e pimenta do reino. Como não amar? Para dar brilho à harmonização, vinhos brancos ou espumantes intensos são os mais indicados, a acidez é excelente aliada para quebrar a gordura. No campo dos tintos, taninos macios e não muito robustos casam bem. Um bom vinho italiano como um Montepulciano é boa dica.

carbonara

Ao pesto ou ao alho e óleo

Ingrediente que acompanha ambos os molhos, o alho é taxado como difícil, pois dá muita intensidade à ambos os pratos. No pesto levamos em conta os aromas das ervas e especiarias. Ainda assim são molhos leves, então assim devem ser os vinhos, e para dar suporte ao sabor intenso do alho e dos aromas, uma acidez viva é fundamental. Aposte em um Sauvignon Blanc bem jovem ou ainda um Torrontés para dar vida ao prato!

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Fondue

E fondue não deixa de ser um molho, o de queijo, por ter bastante gordura, vai bem com os brancos (mesmo com todo mundo achando que o ideal é tinto). Já o de carne acompanha diversos molhos tem mais facilidade de harmonização com tintos médios, como um Merlot por exemplo.

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