Dialeto do Cervochato

A

  • APP – Abreviatura de “álcool por peso” (em inglês, ABW: alchool by weight); indica o teor alcoólico da bebida, medido pelo percentual de peso de álcool em relação ao volume total analisado.
  • ABV/APV – Abreviatura de “álcool por volume” (em inglês, ABV: alchool by volume); expressa o teor alcoólico, volume de álcool por volume total de líquido (álc./vol.).
  • ADJUNTO – Cereal, que não a cevada, adicionado à cerveja para servir como fonte de açúcar fermentável para uso na produção de cerveja; tipicamente trigo, milho, arroz ou aveia.
  • ADSTRINGÊNCIA – Sensação de boca seca ou “amarrada”, como aquela causada por frutas ainda verdes. Em especial na língua, é um fenômeno que causa a contração das mucosas.
  • AFTERTASTE – É a persistência de um sabor na boca. Particularmente na produção e avaliação da cerveja é um componente importante, pois cada estilo de cerveja tem sabores e componentes diferentes, e cada uma deixará um nível de aftertaste na boca depois da prova.
  • ÁLCOOL – Álcool é uma substância orgânica obtida a partir da fermentação de açúcares encontrados em bebidas como cerveja, vinho, aguardente, etc. No caso da cerveja, o principal produto da fermentação por leveduras é o álcool etílico.
  • ALCOOLPOP – Bebida alcoólica a qual são adicionadas substâncias refrescantes ou adocicadas, como sucos de frutas, para amenizar o sabor ou disfarçar o aroma do álcool e atender à exigência de menor consumo de álcool.
  • ALE – São cervejas de alta fermentação, a mesma ocorre num ambiente de temperatura relativamente alta, entre 15°C e 20°C e leva de três a cinco dias. As cervejas tipo Ale eram as únicas disponíveis até meados do século XIX, quando foi inventada a baixa fermentação. Tal processo realça os sabores mais complexos, frutados e lupulados da cerveja. Em geral as Ale são mais encorpadas e vigorosas, mas podem variar muito indo de sabores doces até os mais amargos e de claras às escuras. Pode referir-se também a um tipo de levedura, Saccharomyces cerevisiae, que trabalha em temperaturas mais elevadas.
  • ALT BIER – O termo alemão “Alt” significa “antigo”. A cerveja Altbier pertence a Escola Alemã e refere-se ao antigo modo de fazer cerveja, ou seja, uma cerveja de alta fermentação, embora seja uma cerveja Lager. Estilo de cerveja original da cidade de Düsseldorf.
  • ALTA FERMENTAÇÃO – Processo de fermentação que ocorre na superfície do mosto a uma temperatura que varia de 15°C a 20°C, utilizando levedura Saccharomyces Cerevisiae. Este métodos produz as cervejas tipo Ale.
  • ANTIOXIDANTE – Substância adicionada à cerveja para protegê-la contra a ação do oxigênio, evitando a oxidação do produto.

B

  • BAIXA FERMENTAÇÃO – Processo de fermentação que ocorre no fundo do recipiente de fermentação, a uma temperatura que varia de 4°C a 9°C, utilizando levedura Saccharomyces Calsbergensis. Este métodos produz as cervejas tipo Lager.
  • BARLEY WINE – Cerveja que passar por um período de envelhecimento semelhante àquele a que são submetidos os vinhos e, por isso, adquire características similares às deles, tais como aroma frutado, textura licorosa e teor alcoólico mais elevado. Faz parte do grupo de estilos Strong Ale.
  • BARRIL – Recipiente utilizado para armazenar cerveja não-pasteurizada. Geralmente feito de madeira, acrescenta aromas e sabores característicos do material empregado. Também pode ser de alumínio ou de aço inoxidável, com vantagens de transporte e armazenagem.
  • BELGIAN LACE – Espuma que permanece aderida na lateral do copo de cerveja à medida que este é esvaziado.
  • BIERGARTEN – Literalmente “Jardins da Cerveja”, são grandes espaços de convivência ao ar livre, nos quais se reúnem pessoas e boas cervejas, em um clima familiar, alegre e descontraído. Apesar de sua origem alemã, e no século XIX, o conceito recentemente vem se disseminando pelo mundo, com a boa receptividade de arquitetos e urbanistas modernos.
  • BITTER – Sabor amargo que, nas cervejas, é conferido pelo lúpulo. Esse nome também é dado às cervejas inglesas tradicionais, geralmente servidas sob pressão.
  • BJCP – Abreviatura de Beer Judge Certification Program, associação americana sem fins lucrativos que surgiu da necessidade de padronizar os parâmetros de julgamento de cervejas nos concursos. Fundada por dezenas de especialistas, desenvolveu um Guia de Estilos de Cerveja, usado no mundo inteiro, e criou um programa de certificação de juízes para habilitar pessoas a serem jurados em concursos que envolvem a cerveja.
  • BOCK – Estilo de cerveja originalmente produzida por fermentação de superfície, original da Baviera.
  • BOTTOM-FERMENTED – Cerveja produzida com leveduras que se depositam no fundo do recipiente durante o processo de fermentação. Popularmente conhecida como cerveja Lager.
  • BRASSAGEM – Fase de fabricação de cerveja que consiste na dissolução dos componentes açucarados do malte e dos cereais não-maltados em uma solução chamada de mostro, que posteriormente receberá o lúpulo para a transformação em álcool e CO? e obtenção da cerveja.
  • BRASSERIE – Termo francês para designar o local onde se produz a cerveja (cervejaria) ou onde são servidas bebidas e comidas.
  • BREW – Nome que se dá ao processo de produção de cerveja a partir do malte e lúpulo por infusão, ebulição e fermentação.
  • BREWERY – Cervejaria. É um local dedicado a fabricação de cerveja, mesmo sendo em casa. A empresa que fabrica a cerveja é chamada tanto de Brewery como de Brewing Company.
  • BREWERIANO – Diz-se o hábito de guardar souvenires ou artefatos relacionados à cultura cervejeira.
  • BREWPUB – Bar onde é servida cerveja artesanal produzida no local.
  • BURTONIZAR – Corrigir a água através da adição de sais, para que esta fique semelhante à de Burton on Trent, na Inglaterra.
  • BUQUÊ – Sensação organoléptica que traduz a complexidade dos aromas de cerveja produzidos por seus ingredientes e seu processo.

C

  • CARAMELO (malte caramelo) – Resultado do aquecimento do açúcar. A caramelização do malte é amplamente usada na indústria cervejeira para conferir cor e sabor à bebida.
  • CARBONATAÇÃO – Característica natural da cerveja que lhe confere a efervescência, provocando a sensação de textura e aparência espumante. Esse efeito é produzido pela presença de dióxido de carbono (CO?) resultante do processo de fermentação ou de adição artificial.
  • CASK-CONDITIONED – Método tradicional de condicionamento de cerveja Ale no Reino Unido. O chope assim chamado é armazenado no barril de madeira, onde recebe uma segunda fermentação e permanece durante alguns dias a baixa temperatura (aproximadamente 13°C) antes de ser servido nos pubs locais, sem necessidade de pressão artificial.
  • CEREAL – Planta da família das gramíneas, rica em proteínas. Ex.: trigo, aveia, sorgo, cevada, arroz, milho, soja, centeio. O nome deriva de Ceres, a deusa da colheita e da fertilidade.
  • CEREVISIA – Palavra de origem latina empregada pela primeira vez por Plínio, o Velho (23-79), em seu livro Naturalis Historia para designar a bebida gaulesa feita a partir da fermentação de cereais. A palavra deriva de Ceres, deusa grega da fertilidade e da colheita.
  • CERVEJA – Cerveja é uma bebida alcoólica carbonatada, produzida através da fermentação de materiais com amido, principalmente cereais maltados como cevada e o trigo. Seu preparo inclui água, lúpulo e leveduras. Pode levar também outros componentes como frutas, ervas, plantas e especiarias em seu processo de fabricação.
  • CERVEJA ECOLÓGICA – Cerveja orgânica que utiliza energia “limpa” (eólica, solar, etc) em seu processo de fabricação.
  • CERVEJA ORGÂNICA – Cerveja elaborada com ingredientes naturais, sem adição de produtos químicos ou geneticamente modificados.
  • CERVEJA PREMIUM – Classificação aplicada por algumas cervejarias a seus produtos mais refinados (aqueles que utilizam melhores ingredientes e embalagens mais sofisticadas).
  • CERVEJA PURO MALTE – Cervejas que utilizam 100% de malte de cevada como fonte de açúcar fermentável.
  • CERVEJA VERDE – Cerveja recém-fermentada, antes da maturação.
  • CERVEJEIRO – Termo aplicado à pessoa responsável pela formulação e fabricação da cerveja; também chamado de “mestre cervejeiro”.
  • CERVEJÓFILO – Pessoa que gosta e aprecia a cerveja.
  • CERVEJÓLOGO – Pessoa que estuda e conhece a cultura cervejeira.
  • CHAMPENOISE – Processo desenvolvido na região francesa de Champagne, para produção de espumantes. A bebida passar por uma segunda fermentação na garrafa, em depósitos frios próprios para sua armazenagem. Durante certo período de tempo as garrafas são giradas e inclinadas periodicamente (rémuage) até que o resíduo de levedura se concentre no gargalo. Então o gargalo é congelado para facilitar a retirada do sedimento ali depositado (dégorgement). Finalmente a bebida é engarrafada em embalagens sofisticadas e bem seladas. Este método é aplicado a algumas cervejas especiais.
  • CHRISTMAS ALE – Cerveja especial produzida para consumo nas festas natalinas. Essa tradição secular, ainda viva em muitos países europeus, tem se espalhado consideravelmente nos EUA nos últimos tempos. Produzida para o período de inverno, essa cerveja é mais alcoólica e recebe adição de frutas típicas da época natalina como nozes, tâmaras e frutas cristalizadas.
  • COLARINHO – Nome popular dado à espuma produzida pela cerveja e que se concentra na superfície do líquido quando é servida no copo. Em inglês, head; em espanhol: corona.
  • CORPO – Sensação tátil da bebida em contato com as células sensitivas da boca e que nos dá a percepção de viscosidade e fluidez.
  • CRISP – Representa a qualidade de cessar subitamente determinada sensação, dando a impressão de quebra. Geralmente relacionada ao paladar e ao retrogosto, logo ao engolir. Opõe-se ao “persistente”. Denota uma cerveja de caráter “limpo”. Descrito como final bem definido.

 D

  • DENSIDADE FINAL – OU F.G. do inglês Final Gravity, é o grau de concentração de substâncias não-fermentáveis remanescentes na cerveja após a fermentação.
  • DENSIDADE ORIGINAL – Ou O.G. do inglês Original Gravity, é o grau de concentração de substâncias fermentáveis e não-fermentáveis, dissolvidos no mosto antes da fermentação.
  • DIACETIL – Substância volátil responsável por parte do aroma de diversos alimentos e bebidas, e produzida através de processos de fermentação.
  • DIET BEER – Cerveja com baixo teor de açúcar ou carboidrato, o que não significa, necessariamente, baixo teor alcoólico. Na Alemanha é conhecida como diatbier, produzida originalmente para pessoas diabéticas e com teor alcoólico de 6% apv. Mas, em alguns casos, o termo é usado para cervejas com baixo teor calórico, que não são indicadas para diabéticos, por conterem um pouco de açúcar.
  • DIÓXIDO DE CARBONO (CO?) – Molécula que contém duas partes (átomos) de oxigênio e uma parte (átomo) de carbono. Também conhecido como gás carbônico, é um subproduto da fermentação e responsável pela espuma da cerveja.
  • DRAFT BEER OU DRAUGHT BEER – Conhecida no Brasil como chope, é a cerveja armazenada em barris e servida sob pressão. Em geral não é pasteurizada e, por isso, seu prazo de validade é de uma semana após o envasamento. Também conhecida por tap bier. Em francês, bière à la pression; em alemão, bier vom fass. Alguns puristas na Inglaterra aplicam o nome draught beer apenas à tradicional “real ale”.
  • DRINKABILITY – Facilidade de beber. Termo utilizado para avaliação para designar a palatabilidade geral de uma cerveja. Quanto maior o “drinkability” mais vontade você tem de beber e continuar bebendo determinada cerveja. Cerveja de baixa drinkability não devem ser consideradas “piores” do que cervejas de alta drinkability.
  • DRY HOPPING – Procedimento onde se adiciona lúpulo durante a fase de fermentação ou maturação para adicionar aroma da cerveja sem aumentar seu amargor.
  • DRY BEER – Segundo Michael Jackson, dry beer é uma versão japonesa da diatbier alemã, mas um pouco mais leve. Nos EUA, as dry beer são ainda mais leves, com pouco sabor.
  • DUBBEL – Uma Ale belga originada nos monastérios da Idade Média, renascido em meados do Século XIX após a era Napoleônica. Significa “dobro” em neerlandês. Esta designação passou a ser utilizada para designar as cervejas mais fortes produzidas na Bélgica, em especial no Mosteiro de Westmalle, na qual o mestre cervejeiro adiciona o dobro da quantidade de malte do que uma cerveja “comum”. Geralmente possuem teor alcoólico mediano, bom corpo e carbonatação alta.

E

  • EBC – Abreviatura de European Brewery Convention, uma Associação criada em 1947 para promover o desenvolvimento técnico e científico das cervejas. É também uma unidade de medida usada para aferir alguns parâmetros da cerveja, tais como cor e amargor.
  • ÉSTERES – Uma classe de substâncias produzidas pela levedura e que agrega aromas adocicados à cerveja.

F

  • FERMENTAÇÃO – O processo pelo qual a levedura converte açúcares em etanol, gás carbônico e energia.
  • FESTBIER – Cerveja fabricada em determinadas ocasiões, para celebrar alguma data especial, como, por exemplo, Natal e Oktoberfest – podem ser conhecidas como Season Beers também.
  • FG – Final Gravity. A densidade final da cerveja “verde”, medida da densidade do mosto fermentado. A diferença entre a OG e FG ajuda a estimar o teor alcoólico da cerveja final.
  • FORÇA – Relativo ao conteúdo alcoólico. Uma cerveja forte é uma cerveja com mais álcool. Um cerveja fraca, ao contrário.

G

  • GRUIT – Mistura de ervas, temperos e outros ingredientes usados para temperar e/ou aromatizar as cervejas antes do advento do lúpulo. Dependendo da região, essa mistura podia conter flores, raízes, ervas, cascas, etc.
  • GUSHING – O efeito da expulsão repentina da espuma ao se abrir a garrafa ou a lata de cerveja, provocada por agitação excessiva ou contaminação do conteúdo.

H

  • HIDROMEL – É uma bebida alcoólica fermentada à base de mel e água, sendo utilizados no geral uma parte de mel para duas de água. Esta bebida é consumida desde a antiguidade, e além de Roma e Grécia Antiga, outras culturas consumidoras desta bebida foram os celtas, saxões e vikings. produzida a partir da fermentação de mel e água.
  • HOMEBREW – Produção de cerveja em instalações caseiras, em pequenas quantidades e de forma artesanal.
  • HUMULUS LUPULUS – Nome científico do lúpulo.

I

  • IBU – Abreviatura de International Bitterness Units, Unidades Internacionais de Amargor. Escala referente ao amargor do lúpulo.
  • ICE BEER – Cerveja da qual foi retirada grande quantidade de água por processo de resfriamento e congelamento, o que separa as moléculas de água, dando à bebida sabor e aroma mais concentrados.
  • IPA – Abreviatura para India Pale Ale, um estilo de cerveja desenvolvido para suportar o transporte a grandes distâncias sem deteriorar. O nome se refere ao fato de ter sido produzida originalmente para abastecer as tropas inglesas estacionadas na Índia no século XVIII. Contém maior concentração de lúpulo e elevado teor alcoólico.

K

  • KÖLSH – O termo Kolsch está restrito a aproximadamente 20 cervejarias dentro e nos arredores de Colônia, na Alemanha. Estilo de cerveja tipo Ale de alta fermentação é original da cidade de Colônia, na Alemanha. Uma cerveja limpa, com final bem definido e delicadamente equilibrada.

L

  • LAGER – São cervejas de baixa fermentação ou fermentação a frio que ocorrem em ambientes de 6°C a 12°C. A levedura utilizada sendimenta e deposita-se no fundo do tanque. As cervejas tipo Lager são as mais comuns e mais consumidas no mundo, responsáveis por mais de 99% das vendas de cerveja no Brasil. Possuem graduação alcoólica que varia entre 4 e 5%. Normalmente são cervejas douradas e filtradas e entre seus tipos mais conhecidos a Pilsener ou Pilsen como é mais conhecida, mas também possuem variações escuras como a Malzbier, Munchner Dunkel e Bock.
  • LAMBIC – A maioria dos especialistas classifica as cervejas do tipo Lambic como uma terceira categoria, em separado das Lager e Ale, por causa do seu tipo de fermentação, que é espontânea. São feitas de trigo, porém não são adicionadas leveduras no mosto, ficando a fermentação a cargo dos agentes naturais. Trata-se de um tipo muito peculiar de cerveja, dotada de uma gama extremamente numerosa de aromas, os quais vão do frutado (como framboesa, cereja ou banana) ao extremamente cítrico (como vinho branco ou vinagre).É o tipo mais antigo de cerveja feito no mundo, fato que, por si só, exige que você as experimente.
  • LEI DA PUREZA – Lei estabelecida em 1516, pelos dulques Wilhelm IV e Ludwing X, para regular a produção de cerveja à época. A partir de então, só foi permitida a fabricação de cervejas que utilizassem malte de cevada, água e lúpulo (fermento e fermentação eram desconhecidos). Em 1906, a Lei foi modificada para acrescentar o fermento e admitir o trigo como adjunto. Foi revogada em 1987, depois de muita pressão internacional, mas continua sendo uma exigência do consumidor alemão e uma boa referência de qualidade em todo o mundo. Em alemão, reinheitsgebot. 
  • LEVEDURA – Grupos de micro-organismos usados para realizar a fermentação a partir do açúcar e, como é o caso da cerveja, produzir álcool e CO? (dióxido de carbono). Ex.: Saccharomyces Cerevisiae,Sacchromyces CalsbergensisSaccharomyces Uvarum. 
  • LIGHT (LITE) BEER – Cerveja na qual o álcool resultante é produzido a partir de uma quantidade de açúcar maior que a usual. 
  • LÚPULO – Um dos principais ingredientes componentes da cerveja, é uma planta trepadeira –Humulus Lupulus – da família Cannabinaceae. É tradicionalmente usado junto com o malte, a cevada e o levedo, na fabricação de cerveja. No calo do cozimento libera suas resinas de sabor amargo, além de ser um bom conservante, confere amargor e aroma à cerveja. Em inglês, hops.
  • LUPULOMANÍACO – Termo que identifica o apreciador de cerveja que prefere a presença marcante de lúpulo na composição da bebida, como apelo, seja do aroma ou do amargor.

M

  • MALTE – Cereal que passou pelo processo de germinação e secagem para transformação do amido em açúcar fermentável. É um extrato xaroposo de cereal tal qual a cevada, centeio, trigo e outros utilizado na fabricação de bebidas como a cerveja e o whisky.
  • MALTE VERDE – Cereal que passou pelo processo de germinação e secagem natural a frio.
  • MALTAGEM – Processo controlado de determinação do cereal, que inclui umedecimento, germinação e secagem, de forma a quebrar as moléculas de amido e prepará-las para serem trituradas e moídas. Dependendo do cereal, da temperatura de secagem e do tempo de exposição ao calor, são produzidos diferentes tipo de malte com variações de cores e sabores no produto final.
  • MALZBIER – Bebida produzida na Alemanha, com teor alcoólico abaixo de 2,0%, geralmente escura, doce e aromática, e considerada mais um tônico do que uma cerveja. É também um tipo de cerveja muito popular no Brasil, que usa aditivo caramelo e possui teor alcoólico mais elevado que sua homônima alemã.
  • MOSTO/MOSTURA – Caldo resultante da mistura fervida de malte e água, rico em açúcares fermentáveis. Esse caldo será filtrado, para receber o lúpulo e o fermento e ser transformado em álcool e gás carbônico (CO?). Cerveja.

O

  • OFF-FLAVOR – Qualquer aroma desagradável ou indesejado percebido na cerveja. Pode ser causado por problemas de oxidação, falta de higiene, ingredientes deteriorados ou transporte/ armazenagem inadequados.
  • ORGANOLÉPTICA – A capacidade de uma substância – alimento ou bebida – de impressionar nossos sentidos (audição, olfato, paladar, tato e visão).
  • OXIDAÇÃO – Reação química que provoca a perda de elétrons de uma substância pelo contato com o oxigênio. Esse processo é a principal causa de deterioração da cerveja.
  •  OG – Original Gravity – Densidade Original, medida da densidade inicial do mosto da cerveja, antes do início da fermentação.

P

  • PASTEURIZAÇÃO – Processo descoberto por Louis Pasteur e desenvolvido no século XIX para redução ou eliminação de micro-organismos patogênicos presentes em determinados alimentos. Consistes basicamente em submeter a substância a uma determinada temperatura durante certo tempo.
  • PICÂNCIA – Sabor, como o da pimenta, que estimula, excita ou irrita o paladar.
  • PORTER – Cerveja tipo Ale de coloração escura mas mais leve e de sabor menos torrado que uma stout. Comumente confundidas com as Stouts, cujo nome derivou de “Stout Porter” usado para classificar Porters mais fortes. São cervejas escuras típicas da Inglaterra, tornou-se popular pois agradava muito uma classe de trabalhadores que dos arredores dos portos das cidades, os porters, e costumavam ser bem mais fortes do que são atualmente.
  • PUB – Deriva-se do nome formal em inglês “public house”. É um estabelecimento licenciado para servir bebidas alcoólicas originalmente em países e regiões de influência britânica.

R

  • REINHEITSGEBOT – Nome da Lei da Pureza em alemão.
  • RETROGOSTO – Sensação que permanece após a degustação e a ingestão da cerveja.

S

  • SACCHAROMYCES CALSBERGENSIS –  Levedura utilizada no processo de fermentação das cervejas tipo Lager.
  • SACCHAROMYCES CEREVISAE –  Levedura utilizada no processo de fermentação das cervejas tipo Ale.
  • SEASONAL BEERS/SAISON – Cervejas fabricadas por períodos curtos, geralmente durante uma estação do ano, ou mesmo para celebrar uma ocasião ou data especial, neste caso chamadas de Festbier.
  • SESSION BEER – Cervejas de baixo teor alcoólico e de leve sabor, produzidas para poderem ser consumidas em grande quantidade.
  • STOUT – Esse estilo de cerveja possui um sabor que vai do amargo ao doce, um aroma extra-tostado e bem encorpada, com uma cor escura e creme denso e dourado. Possuem sabores fortes de chocolate, café e malte torrado com pouca carbonatação. Sua origem remonta à época em que parte da produção das cervejarias inglesas era destinada a Rússia e aos países bálticos. E para suportar as viagens possuíam alto teor alcoólico. Podem ser dividas em Dry Stout e Sweet Stout. Sua representante mais famosa é a Guinness.

T

  • TAP BEER – No Brasil é conhecida como chope, são torneiras de cervejas especiais servidas sob pressão.
  • TAPROOM – Bar situado dentro ou anexo às instalações da cervejaria, no qual são servidos seus produtos aos visitantes. Daí a expressão “cervejas on-tap”.
  • TEOR ALCOÓLICO – Concentração de álcool na bebida, que pode ser medida em percentual do total do volume (% apv) ou do peso do líquido (% app).
  • TEXTURA – Sansação tátil (densidade, viscosidade, tensão superficial, dureza, etc.) da cerveja. Ex.: aguada, cremosa, espumosa, gasosa, suculenta, aveludada etc.
  • TOP-FERMENTED – Cerveja produzida com leveduras que se depositam na superfície do recipiente durante o processo de fermentação. Popularmente conhecida como Ale.
  • TRAPPIST BEER – Cerveja produzida em um mosteiro trapista. São sete remanescentes.
  • TRIPEL – Originalmente produzida pelo monastério Trapista de Westmalle, é uma cerveja de coloração amarelo-dourado, creme denso e elevado teor alcoólico. O termo aponta para a cerveja mais forte entre um determinado número do mesmo estilo.

U

  • UMAMI – Considerado, na gastronomia, um dos cinco sabores básicos (os outros são: doce, salgado, ácido e salgado) Lembra a sansação gustativa provocada pelo glutamento de sódio.

W

  • W/V – Abreviatura de percentual do peso de uma substância em relação ao volume total da mistura.
  • WESTVLETEREN – A cerveja Westvleteren 12 é considerada um mito no mundo cervejeiro, como a mais rara do mundo. A famosa cerveja sem rótulo tem origem trapista e é pna abadia de St. Sixtus na Bélgica. O grande mito deve-se ao fato de que os monges a produzem apenas em quantidade suficiente para garantir o funcionamento da abadia e realizar algumas obras de caridade. É considerada por sites de avaliação e por inúmeros apreciadores como a melhor cerveja do mundo.

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